Claro que estava a referir-me a terrenos em Rio Tinto...gondomar...problema deles...
O terreno entre a AV. da Conduta e a Autoindustrial...tem possibilidade de construção em altura de 5 pisos...
Vamos apostar que isso muda se tiver maioria na assembleia municipal?
Basta alterar a distância do prédio para a Autoindustrial roubando espaço de estacionamento e passeio como o que existe na continuidade da Avenida, isso vai permitir ir provavelmente até aos 7 pisos e ainda estrangular mais aquela areá da nossa cidade...com Rio Tinto como concelho somos nós que controlamos o nosso indice de construção e não a Camara de Gondomar...
Não podemos deixar que se repitam erros do passado...
Riotintense ATENTO...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Testemunhos...
Não se interrogam porque razão vocês têm dificuldade a financiar a campanha e o candidato independente à camara de gondomar esbanje dinheiro em campanha?
Sei que se esse senhor ganhar vão existir alterações ao plano de pormenor de rio tinto... vamos lá saber porquê...
Até há terrenos que o valor de venda depende do resultado das eleições...vamos lá saber porquê...
FORÇA... podem contar com o meu voto...
Riotintense ATENTO
Sei que se esse senhor ganhar vão existir alterações ao plano de pormenor de rio tinto... vamos lá saber porquê...
Até há terrenos que o valor de venda depende do resultado das eleições...vamos lá saber porquê...
FORÇA... podem contar com o meu voto...
Riotintense ATENTO
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Testemunhos...
Boa noite...o meu nome é Hugo Madeira, tenho 24 anos, sou terapeuta da fala e Riotintense de alma e coração...(ao ponto de já ter pensado muitas vezes em riscar aquele cartaz que diz "afirmar o orgulho de ser gondomarense" e substituir por "...Riotintense"...) porque de facto tenho um orgulho imenso na nossa cidade, na sua grandiosidade, na sua história...e incontáveis foram, já, as vezes em que gastei quase toda a minha saliva e a paciência de familiares e amigos com as minhas persistentes opiniões e comentários sobre a inevitabilidade de Rio Tinto ser concelho e quais as variadíssimas razões para não estar incompreensível e fatalmente rotulado a Gondomar, cidade que nada me diz e com a qual não me identifico minimamente. "Rio Tinto a concelho" é, de facto, a única causa política em que acredito e que defendo acerrimamente...por conseguinte têm e terão todo o meu apoio e se puder ser útil de qualquer maneira aqui fica o meu mail...madkornhim@hotmail.com . Muita força e VIVA RIO TINTO!!!!!!!
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Factos relevantes da história política de Rio Tinto
•1141 – Fundação do Couto de Rio Tinto por Afonso Henriques
•1867 – Criação do Concelho de Rio Tinto (extinto meses depois)
•1969 – Criação do Bairro Administrativo de Rio Tinto.
•1984 – Criação da Vila de Rio Tinto.
•1985 – Criação da freguesia de Baguim do Monte
•1994 – Fundação do MRTC – Movimento Rio Tinto a Concelho.
•1994 – Petição do MRTC à Assembleia da República com 5.400 assinaturas para a Restauração do Concelho de Rio Tinto. Aprovada a Petição nº 286/VI/4 (5 de Maio de 2000), com votos favoráveis do PS e Verdes e abstenções do PSD, CDS-PP e CDU.
•1995 – Criação da Cidade de Rio Tinto (2 freguesias, Rio Tinto e Baguim do Monte).
•1996 – PSD apresentou a 1ª Moção da Criação do Concelho de Rio Tinto na Assembleia de Freguesia, tendo sido aprovada por PSD, PS e CDU, por unanimidade e aclamação.
•1998 – CDS/PP apresentou na Assembleia da República o Projecto-lei 464/VII para a criação do Concelho de Rio Tinto.
•1998 – PS apresentou na Assembleia da República o Projecto-Lei 473/VII para a a criação do Município de Rio Tinto.
•1998 – A Assembleia de Freguesia de Rio Tinto aprovou pela 2ª vez e por maioria a criação do Concelho de Rio Tinto por maioria.
• 2001- A lista de cidadãos independentes “Rio Tinto a Concelho” candidata-se às eleições autárquicas, tendo conseguido eleger um representante na Assembleia de Freguesia, com 1508 votos, (8% dos votos, ultrapassando o CDS e ficando a 30 votos da CDU).
•2003 – A Assembleia de Freguesia de Rio Tinto aprovou pela 3ª vez a criação do Concelho de Rio.
•2005 – Eleições Autárquicas. A lista de Cidadãos Independentes Rio Tinto a Concelho teve 3200 votos, elegendo 3 deputados, tornando-se a 3ª força política da terra.
•2006 – As Assembleias de Freguesia de Rio Tinto e de Baguim do Monte, as duas freguesias da Cidade de Rio Tinto, aprovam a mesma moção de criação do Concelho de Rio Tinto.
•2009 – Independentes Rio Tinto a Concelho candidatam-se outra vez à Junta de Freguesia.
RTC
•1867 – Criação do Concelho de Rio Tinto (extinto meses depois)
•1969 – Criação do Bairro Administrativo de Rio Tinto.
•1984 – Criação da Vila de Rio Tinto.
•1985 – Criação da freguesia de Baguim do Monte
•1994 – Fundação do MRTC – Movimento Rio Tinto a Concelho.
•1994 – Petição do MRTC à Assembleia da República com 5.400 assinaturas para a Restauração do Concelho de Rio Tinto. Aprovada a Petição nº 286/VI/4 (5 de Maio de 2000), com votos favoráveis do PS e Verdes e abstenções do PSD, CDS-PP e CDU.
•1995 – Criação da Cidade de Rio Tinto (2 freguesias, Rio Tinto e Baguim do Monte).
•1996 – PSD apresentou a 1ª Moção da Criação do Concelho de Rio Tinto na Assembleia de Freguesia, tendo sido aprovada por PSD, PS e CDU, por unanimidade e aclamação.
•1998 – CDS/PP apresentou na Assembleia da República o Projecto-lei 464/VII para a criação do Concelho de Rio Tinto.
•1998 – PS apresentou na Assembleia da República o Projecto-Lei 473/VII para a a criação do Município de Rio Tinto.
•1998 – A Assembleia de Freguesia de Rio Tinto aprovou pela 2ª vez e por maioria a criação do Concelho de Rio Tinto por maioria.
• 2001- A lista de cidadãos independentes “Rio Tinto a Concelho” candidata-se às eleições autárquicas, tendo conseguido eleger um representante na Assembleia de Freguesia, com 1508 votos, (8% dos votos, ultrapassando o CDS e ficando a 30 votos da CDU).
•2003 – A Assembleia de Freguesia de Rio Tinto aprovou pela 3ª vez a criação do Concelho de Rio.
•2005 – Eleições Autárquicas. A lista de Cidadãos Independentes Rio Tinto a Concelho teve 3200 votos, elegendo 3 deputados, tornando-se a 3ª força política da terra.
•2006 – As Assembleias de Freguesia de Rio Tinto e de Baguim do Monte, as duas freguesias da Cidade de Rio Tinto, aprovam a mesma moção de criação do Concelho de Rio Tinto.
•2009 – Independentes Rio Tinto a Concelho candidatam-se outra vez à Junta de Freguesia.
RTC
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Pois é, mas em Rio Tinto...
In "Vivacidade", Setembro de 2009
Em plena campanha eleitoral para legislativas e autárquicas, é bem visível quem dispõe de meios financeiros para fazer passar a sua mensagem, quando a tem, o que nem sempre é o caso.
A nível autárquico, os detentores do poder que se recandidatam, como é o caso em Rio Tinto e Gondomar, têm de longe as campanhas mais vistosas e mais dispendiosas. Para ajudar à missa, estes órgãos autárquicos ainda organizam passeios e excursões, muito próximo das eleições, em que milhares de eleitores participam de forma gratuita, o que não pode deixar de ser visto como uma forma de sedução. Se resulta ou não, depende da consciência de cada um e só o próprio o saberá.
Quem paga estes excessos de propaganda, onde são desperdiçados milhões de euros, sabendo-se que um só “outdoor” pode custar 1750 €?
Os partidos e as listas independentes que se candidatam à Câmara Municipal recebem milhões de euros do Estado Português em função dos votos obtidos. No caso de listas independentes candidatas a Juntas de Freguesia, como é o caso do RTC, não há qualquer apoio, muito embora as exigências para que possam concorrer sejam as mesmas e até agravadas.
Basta ter em conta que a freguesia de Rio Tinto tem mais de 40000 eleitores, ou seja, mais eleitores que metade dos concelhos do País. Estamos pois perante uma gritante discriminação com a qual se que pretende dificultar as candidaturas independentes; para se ter uma ideia do que está em causa, e tendo em conta a votação que obteve em 2005, o RTC teria direito a uma subvenção do Estado de cerca de 10000 €, se fosse tratado em pé de igualdade com os restantes concorrentes.
Mas quem não tem cão, caça com gato. E com um orçamento de campanha extremamente reduzido, sem subsídios, resta a “carolice”, a imaginação e o esforço dos candidatos e simpatizantes da causa do concelho, para uma vez mais aproveitar a disputa eleitoral e fazer chegar à população a mensagem de que, sem a restauração do concelho de Rio Tinto, não há mudança a sério rumo ao progresso. O resto é conversa...
Nos enormes cartazes de um candidato à Câmara de Gondomar, na única frase a que parece resumir-se o seu programa eleitoral, lê-se: “...Em Gondomar, continuam a mandar os Gondomarenses”.
Pois é, mas em Rio Tinto, se quiserem, mandarão os rio-tintenses. Quando tiverem de novo ganho a sua autonomia. Conquistar a Junta, para exigir o Concelho. Esse é o caminho!
9 De Setembro de 2009
José Zulmiro Barbosa
A nível autárquico, os detentores do poder que se recandidatam, como é o caso em Rio Tinto e Gondomar, têm de longe as campanhas mais vistosas e mais dispendiosas. Para ajudar à missa, estes órgãos autárquicos ainda organizam passeios e excursões, muito próximo das eleições, em que milhares de eleitores participam de forma gratuita, o que não pode deixar de ser visto como uma forma de sedução. Se resulta ou não, depende da consciência de cada um e só o próprio o saberá.
Quem paga estes excessos de propaganda, onde são desperdiçados milhões de euros, sabendo-se que um só “outdoor” pode custar 1750 €?
Os partidos e as listas independentes que se candidatam à Câmara Municipal recebem milhões de euros do Estado Português em função dos votos obtidos. No caso de listas independentes candidatas a Juntas de Freguesia, como é o caso do RTC, não há qualquer apoio, muito embora as exigências para que possam concorrer sejam as mesmas e até agravadas.
Basta ter em conta que a freguesia de Rio Tinto tem mais de 40000 eleitores, ou seja, mais eleitores que metade dos concelhos do País. Estamos pois perante uma gritante discriminação com a qual se que pretende dificultar as candidaturas independentes; para se ter uma ideia do que está em causa, e tendo em conta a votação que obteve em 2005, o RTC teria direito a uma subvenção do Estado de cerca de 10000 €, se fosse tratado em pé de igualdade com os restantes concorrentes.
Mas quem não tem cão, caça com gato. E com um orçamento de campanha extremamente reduzido, sem subsídios, resta a “carolice”, a imaginação e o esforço dos candidatos e simpatizantes da causa do concelho, para uma vez mais aproveitar a disputa eleitoral e fazer chegar à população a mensagem de que, sem a restauração do concelho de Rio Tinto, não há mudança a sério rumo ao progresso. O resto é conversa...
Nos enormes cartazes de um candidato à Câmara de Gondomar, na única frase a que parece resumir-se o seu programa eleitoral, lê-se: “...Em Gondomar, continuam a mandar os Gondomarenses”.
Pois é, mas em Rio Tinto, se quiserem, mandarão os rio-tintenses. Quando tiverem de novo ganho a sua autonomia. Conquistar a Junta, para exigir o Concelho. Esse é o caminho!
9 De Setembro de 2009
José Zulmiro Barbosa
Promessas
In "Vivacidade", Agosto de 2009
Já temos afirmado em diversas circunstâncias que a restauração do concelho de Rio Tinto é a questão central da política em Rio Tinto. A comprová-lo uma vez mais, uma notícia recente do JN, cujo título, elucidativo, era: “Presidente da Junta de Rio tinto promete elevação a Concelho”. Não tendo sido desmentida, somos forçados a crer que foram efectivamente produzidas afirmações nesse sentido.
Ora acontece que por muita vontade que o actual presidente da Junta tenha (e isso não pomos em dúvida, mesmo não sendo fundador do Movimento, como afirmou ao JN), não está na sua mão, nem obviamente na de qualquer outro candidato ao cargo, o poder de concretizar tal promessa. Assim sendo, tal afirmação só pode ser interpretada como uma forma eleitoralista de tentar cativar votos dos simpatizantes da ideia.
De facto, a criação dum concelho depende de lei ordinária aprovada por maioria simples na Assembleia da República e correspondente promulgação pelo Presidente da República. Ora o Governo PS, partido do actual presidente da Junta, teve na actual legislatura maioria absoluta e tinha todas as condições para ter aprovado uma tal lei. Tanto mais que em 1998 foi o Governo PS de António Guterres que criou os concelhos de Vizela, Trofa e Odivelas, pondo de lado à última hora o projecto de Rio Tinto, muito mais estudado que os outros, defraudando as expectativas de muitos. Damos pois por demonstrado que nesta matéria ninguém se pode reclamar de estar em melhores condições só porque pertence ao partido A ou B.
O que interessará é que a Junta seja posta ao serviço desta causa, sem prejuízo óbviamente das suas demais funções, pressionando o poder político que resultar das próximas eleições legislativas, que, como se sabe, não são favas contadas para qualquer partido. E aí temos de convir que se alguma coisa foi feita até agora pela Junta, foi manifestamente insuficiente. Foi exactamente porque as promessas não foram cumpridas em 1998 que o MRTC se abalançou a disputas políticas nas autárquicas de 2001 e 2005, como forma legítima de lembra aos partidos políticos os compromissos assumidos.
Chegados a 2009 sem garantias sérias de que seja retomado o projecto, não temos outra alternativa que não seja apresentar-nos de novo ao eleitorado, pedindo-lhe que seja substancialmente reforçada a força política do Movimento Rio Tinto a Concelho, de forma a permitir realizar o lema da campanha: “Conquistar a Junta, para exigir o Concelho”.
P.S. O MRTC formalizou em 20 de Julho de 2009 no Tribunal de Gondomar a sua candidatura à Assembleia e Junta de Freguesia de Rio Tinto, tendo sido a primeira força política a fazê-lo neste concelho com vista às autárquicas de 2009.
22 De Julho de 2009
José Zulmiro Barbosa
Já temos afirmado em diversas circunstâncias que a restauração do concelho de Rio Tinto é a questão central da política em Rio Tinto. A comprová-lo uma vez mais, uma notícia recente do JN, cujo título, elucidativo, era: “Presidente da Junta de Rio tinto promete elevação a Concelho”. Não tendo sido desmentida, somos forçados a crer que foram efectivamente produzidas afirmações nesse sentido.
Ora acontece que por muita vontade que o actual presidente da Junta tenha (e isso não pomos em dúvida, mesmo não sendo fundador do Movimento, como afirmou ao JN), não está na sua mão, nem obviamente na de qualquer outro candidato ao cargo, o poder de concretizar tal promessa. Assim sendo, tal afirmação só pode ser interpretada como uma forma eleitoralista de tentar cativar votos dos simpatizantes da ideia.
De facto, a criação dum concelho depende de lei ordinária aprovada por maioria simples na Assembleia da República e correspondente promulgação pelo Presidente da República. Ora o Governo PS, partido do actual presidente da Junta, teve na actual legislatura maioria absoluta e tinha todas as condições para ter aprovado uma tal lei. Tanto mais que em 1998 foi o Governo PS de António Guterres que criou os concelhos de Vizela, Trofa e Odivelas, pondo de lado à última hora o projecto de Rio Tinto, muito mais estudado que os outros, defraudando as expectativas de muitos. Damos pois por demonstrado que nesta matéria ninguém se pode reclamar de estar em melhores condições só porque pertence ao partido A ou B.
O que interessará é que a Junta seja posta ao serviço desta causa, sem prejuízo óbviamente das suas demais funções, pressionando o poder político que resultar das próximas eleições legislativas, que, como se sabe, não são favas contadas para qualquer partido. E aí temos de convir que se alguma coisa foi feita até agora pela Junta, foi manifestamente insuficiente. Foi exactamente porque as promessas não foram cumpridas em 1998 que o MRTC se abalançou a disputas políticas nas autárquicas de 2001 e 2005, como forma legítima de lembra aos partidos políticos os compromissos assumidos.
Chegados a 2009 sem garantias sérias de que seja retomado o projecto, não temos outra alternativa que não seja apresentar-nos de novo ao eleitorado, pedindo-lhe que seja substancialmente reforçada a força política do Movimento Rio Tinto a Concelho, de forma a permitir realizar o lema da campanha: “Conquistar a Junta, para exigir o Concelho”.
P.S. O MRTC formalizou em 20 de Julho de 2009 no Tribunal de Gondomar a sua candidatura à Assembleia e Junta de Freguesia de Rio Tinto, tendo sido a primeira força política a fazê-lo neste concelho com vista às autárquicas de 2009.
22 De Julho de 2009
José Zulmiro Barbosa
Surpresa? Nem por isso...
In "Vivacidade", Julho de 2009
Os resultados da eleição para o Parlamento Europeu revelaram em toda a sua extensão o descontentamento do eleitorado com o Partido Socialista, que parece ter sido o único surpreendido, como se viu na TV pelo desmanchar apressado dos cenários do Altis, preparados para comemorar a vitória.
Na verdade, a derrota deveria ter sido um resultado a ponderar nas previsões, dadas as medidas duras que o Governo tomou, algumas necessárias, outras nem tanto, mas todas com um estilo “posso, quero e mando” que a maioria absoluta permitia mas que os portugueses recusaram categoricamente. Recorreu mesmo ao afrontamento de classes sociais que hipoteticamente integravam a sua base de apoio, dos quais o caso mais notório foi o dos professores, em nome de uma reforma do sistema de ensino que era, e continua a ser necessária, mas não soube implementar.
Assim, surpreendente só se for a margem da derrota, que se saldou pela menor votação de sempre no PS em termos absolutos, a cerca de 5% de distância do PSD. Estes resultados trouxeram o PS de volta ao país real, que rejeitará, e bem, qualquer maioria absoluta de um só partido, que passou a ser apenas uma miragem. Pelo contrário, o PSD, vencedor das eleições, vê chegado ao fim o seu estado comatoso, passando a constituir una real alternativa de poder, o que parecia impossível apenas há alguns meses.
Não sendo possível “deslocar”estes resultados para as próximas eleições legislativas e autárquicas, a verdade é que constituíram um sério aviso para o PS, pondo as suas hostes em “estado de choque”. Por exemplo, em Rio Tinto, a verificarem-se os resultados das “europeias “, o candidato da coligação PSD/CDS obteria cerca de 38% dos votos, mais cerca de 6% que o PS, e ganharia a Presidência da Junta ao PS.
Claro que as eleições autárquicas são muito diferentes. Os eleitores conhecem melhor os candidatos e a participação dos independentes (como é o caso do RTC, que obteve cerca de 15% nas últimas eleições, cerca de metade do PS e PSD), baralham as contas. Mas que à partida ficou tudo mais imprevisível, não haja dúvidas. Desenganem-se aqueles que acreditam em vencedores antecipados. Poderão ser surpreendidos. O MRTC trabalhará com afinco para que tal aconteça.
P.S.: O MRTC concluiu já a recolha de assinaturas para poder candidatar-se à Assembleia e Junta de Freguesia, estando a ultimar a lista de cidadãos independentes que se apresentarão ao eleitorado sob o lema “Conquistar a Junta, para exigir o Concelho”.
24 De Junho de 2009
José Zulmiro Barbosa
Os resultados da eleição para o Parlamento Europeu revelaram em toda a sua extensão o descontentamento do eleitorado com o Partido Socialista, que parece ter sido o único surpreendido, como se viu na TV pelo desmanchar apressado dos cenários do Altis, preparados para comemorar a vitória.
Na verdade, a derrota deveria ter sido um resultado a ponderar nas previsões, dadas as medidas duras que o Governo tomou, algumas necessárias, outras nem tanto, mas todas com um estilo “posso, quero e mando” que a maioria absoluta permitia mas que os portugueses recusaram categoricamente. Recorreu mesmo ao afrontamento de classes sociais que hipoteticamente integravam a sua base de apoio, dos quais o caso mais notório foi o dos professores, em nome de uma reforma do sistema de ensino que era, e continua a ser necessária, mas não soube implementar.
Assim, surpreendente só se for a margem da derrota, que se saldou pela menor votação de sempre no PS em termos absolutos, a cerca de 5% de distância do PSD. Estes resultados trouxeram o PS de volta ao país real, que rejeitará, e bem, qualquer maioria absoluta de um só partido, que passou a ser apenas uma miragem. Pelo contrário, o PSD, vencedor das eleições, vê chegado ao fim o seu estado comatoso, passando a constituir una real alternativa de poder, o que parecia impossível apenas há alguns meses.
Não sendo possível “deslocar”estes resultados para as próximas eleições legislativas e autárquicas, a verdade é que constituíram um sério aviso para o PS, pondo as suas hostes em “estado de choque”. Por exemplo, em Rio Tinto, a verificarem-se os resultados das “europeias “, o candidato da coligação PSD/CDS obteria cerca de 38% dos votos, mais cerca de 6% que o PS, e ganharia a Presidência da Junta ao PS.
Claro que as eleições autárquicas são muito diferentes. Os eleitores conhecem melhor os candidatos e a participação dos independentes (como é o caso do RTC, que obteve cerca de 15% nas últimas eleições, cerca de metade do PS e PSD), baralham as contas. Mas que à partida ficou tudo mais imprevisível, não haja dúvidas. Desenganem-se aqueles que acreditam em vencedores antecipados. Poderão ser surpreendidos. O MRTC trabalhará com afinco para que tal aconteça.
P.S.: O MRTC concluiu já a recolha de assinaturas para poder candidatar-se à Assembleia e Junta de Freguesia, estando a ultimar a lista de cidadãos independentes que se apresentarão ao eleitorado sob o lema “Conquistar a Junta, para exigir o Concelho”.
24 De Junho de 2009
José Zulmiro Barbosa
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