quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Testemunhos...
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Factos relevantes da história política de Rio Tinto
•1867 – Criação do Concelho de Rio Tinto (extinto meses depois)
•1969 – Criação do Bairro Administrativo de Rio Tinto.
•1984 – Criação da Vila de Rio Tinto.
•1985 – Criação da freguesia de Baguim do Monte
•1994 – Fundação do MRTC – Movimento Rio Tinto a Concelho.
•1994 – Petição do MRTC à Assembleia da República com 5.400 assinaturas para a Restauração do Concelho de Rio Tinto. Aprovada a Petição nº 286/VI/4 (5 de Maio de 2000), com votos favoráveis do PS e Verdes e abstenções do PSD, CDS-PP e CDU.
•1995 – Criação da Cidade de Rio Tinto (2 freguesias, Rio Tinto e Baguim do Monte).
•1996 – PSD apresentou a 1ª Moção da Criação do Concelho de Rio Tinto na Assembleia de Freguesia, tendo sido aprovada por PSD, PS e CDU, por unanimidade e aclamação.
•1998 – CDS/PP apresentou na Assembleia da República o Projecto-lei 464/VII para a criação do Concelho de Rio Tinto.
•1998 – PS apresentou na Assembleia da República o Projecto-Lei 473/VII para a a criação do Município de Rio Tinto.
•1998 – A Assembleia de Freguesia de Rio Tinto aprovou pela 2ª vez e por maioria a criação do Concelho de Rio Tinto por maioria.
• 2001- A lista de cidadãos independentes “Rio Tinto a Concelho” candidata-se às eleições autárquicas, tendo conseguido eleger um representante na Assembleia de Freguesia, com 1508 votos, (8% dos votos, ultrapassando o CDS e ficando a 30 votos da CDU).
•2003 – A Assembleia de Freguesia de Rio Tinto aprovou pela 3ª vez a criação do Concelho de Rio.
•2005 – Eleições Autárquicas. A lista de Cidadãos Independentes Rio Tinto a Concelho teve 3200 votos, elegendo 3 deputados, tornando-se a 3ª força política da terra.
•2006 – As Assembleias de Freguesia de Rio Tinto e de Baguim do Monte, as duas freguesias da Cidade de Rio Tinto, aprovam a mesma moção de criação do Concelho de Rio Tinto.
•2009 – Independentes Rio Tinto a Concelho candidatam-se outra vez à Junta de Freguesia.
RTC
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Pois é, mas em Rio Tinto...
A nível autárquico, os detentores do poder que se recandidatam, como é o caso em Rio Tinto e Gondomar, têm de longe as campanhas mais vistosas e mais dispendiosas. Para ajudar à missa, estes órgãos autárquicos ainda organizam passeios e excursões, muito próximo das eleições, em que milhares de eleitores participam de forma gratuita, o que não pode deixar de ser visto como uma forma de sedução. Se resulta ou não, depende da consciência de cada um e só o próprio o saberá.
Quem paga estes excessos de propaganda, onde são desperdiçados milhões de euros, sabendo-se que um só “outdoor” pode custar 1750 €?
Os partidos e as listas independentes que se candidatam à Câmara Municipal recebem milhões de euros do Estado Português em função dos votos obtidos. No caso de listas independentes candidatas a Juntas de Freguesia, como é o caso do RTC, não há qualquer apoio, muito embora as exigências para que possam concorrer sejam as mesmas e até agravadas.
Basta ter em conta que a freguesia de Rio Tinto tem mais de 40000 eleitores, ou seja, mais eleitores que metade dos concelhos do País. Estamos pois perante uma gritante discriminação com a qual se que pretende dificultar as candidaturas independentes; para se ter uma ideia do que está em causa, e tendo em conta a votação que obteve em 2005, o RTC teria direito a uma subvenção do Estado de cerca de 10000 €, se fosse tratado em pé de igualdade com os restantes concorrentes.
Mas quem não tem cão, caça com gato. E com um orçamento de campanha extremamente reduzido, sem subsídios, resta a “carolice”, a imaginação e o esforço dos candidatos e simpatizantes da causa do concelho, para uma vez mais aproveitar a disputa eleitoral e fazer chegar à população a mensagem de que, sem a restauração do concelho de Rio Tinto, não há mudança a sério rumo ao progresso. O resto é conversa...
Nos enormes cartazes de um candidato à Câmara de Gondomar, na única frase a que parece resumir-se o seu programa eleitoral, lê-se: “...Em Gondomar, continuam a mandar os Gondomarenses”.
Pois é, mas em Rio Tinto, se quiserem, mandarão os rio-tintenses. Quando tiverem de novo ganho a sua autonomia. Conquistar a Junta, para exigir o Concelho. Esse é o caminho!
9 De Setembro de 2009
José Zulmiro Barbosa
Promessas
Já temos afirmado em diversas circunstâncias que a restauração do concelho de Rio Tinto é a questão central da política em Rio Tinto. A comprová-lo uma vez mais, uma notícia recente do JN, cujo título, elucidativo, era: “Presidente da Junta de Rio tinto promete elevação a Concelho”. Não tendo sido desmentida, somos forçados a crer que foram efectivamente produzidas afirmações nesse sentido.
Ora acontece que por muita vontade que o actual presidente da Junta tenha (e isso não pomos em dúvida, mesmo não sendo fundador do Movimento, como afirmou ao JN), não está na sua mão, nem obviamente na de qualquer outro candidato ao cargo, o poder de concretizar tal promessa. Assim sendo, tal afirmação só pode ser interpretada como uma forma eleitoralista de tentar cativar votos dos simpatizantes da ideia.
De facto, a criação dum concelho depende de lei ordinária aprovada por maioria simples na Assembleia da República e correspondente promulgação pelo Presidente da República. Ora o Governo PS, partido do actual presidente da Junta, teve na actual legislatura maioria absoluta e tinha todas as condições para ter aprovado uma tal lei. Tanto mais que em 1998 foi o Governo PS de António Guterres que criou os concelhos de Vizela, Trofa e Odivelas, pondo de lado à última hora o projecto de Rio Tinto, muito mais estudado que os outros, defraudando as expectativas de muitos. Damos pois por demonstrado que nesta matéria ninguém se pode reclamar de estar em melhores condições só porque pertence ao partido A ou B.
O que interessará é que a Junta seja posta ao serviço desta causa, sem prejuízo óbviamente das suas demais funções, pressionando o poder político que resultar das próximas eleições legislativas, que, como se sabe, não são favas contadas para qualquer partido. E aí temos de convir que se alguma coisa foi feita até agora pela Junta, foi manifestamente insuficiente. Foi exactamente porque as promessas não foram cumpridas em 1998 que o MRTC se abalançou a disputas políticas nas autárquicas de 2001 e 2005, como forma legítima de lembra aos partidos políticos os compromissos assumidos.
Chegados a 2009 sem garantias sérias de que seja retomado o projecto, não temos outra alternativa que não seja apresentar-nos de novo ao eleitorado, pedindo-lhe que seja substancialmente reforçada a força política do Movimento Rio Tinto a Concelho, de forma a permitir realizar o lema da campanha: “Conquistar a Junta, para exigir o Concelho”.
P.S. O MRTC formalizou em 20 de Julho de 2009 no Tribunal de Gondomar a sua candidatura à Assembleia e Junta de Freguesia de Rio Tinto, tendo sido a primeira força política a fazê-lo neste concelho com vista às autárquicas de 2009.
22 De Julho de 2009
José Zulmiro Barbosa
Surpresa? Nem por isso...
Os resultados da eleição para o Parlamento Europeu revelaram em toda a sua extensão o descontentamento do eleitorado com o Partido Socialista, que parece ter sido o único surpreendido, como se viu na TV pelo desmanchar apressado dos cenários do Altis, preparados para comemorar a vitória.
Na verdade, a derrota deveria ter sido um resultado a ponderar nas previsões, dadas as medidas duras que o Governo tomou, algumas necessárias, outras nem tanto, mas todas com um estilo “posso, quero e mando” que a maioria absoluta permitia mas que os portugueses recusaram categoricamente. Recorreu mesmo ao afrontamento de classes sociais que hipoteticamente integravam a sua base de apoio, dos quais o caso mais notório foi o dos professores, em nome de uma reforma do sistema de ensino que era, e continua a ser necessária, mas não soube implementar.
Assim, surpreendente só se for a margem da derrota, que se saldou pela menor votação de sempre no PS em termos absolutos, a cerca de 5% de distância do PSD. Estes resultados trouxeram o PS de volta ao país real, que rejeitará, e bem, qualquer maioria absoluta de um só partido, que passou a ser apenas uma miragem. Pelo contrário, o PSD, vencedor das eleições, vê chegado ao fim o seu estado comatoso, passando a constituir una real alternativa de poder, o que parecia impossível apenas há alguns meses.
Não sendo possível “deslocar”estes resultados para as próximas eleições legislativas e autárquicas, a verdade é que constituíram um sério aviso para o PS, pondo as suas hostes em “estado de choque”. Por exemplo, em Rio Tinto, a verificarem-se os resultados das “europeias “, o candidato da coligação PSD/CDS obteria cerca de 38% dos votos, mais cerca de 6% que o PS, e ganharia a Presidência da Junta ao PS.
Claro que as eleições autárquicas são muito diferentes. Os eleitores conhecem melhor os candidatos e a participação dos independentes (como é o caso do RTC, que obteve cerca de 15% nas últimas eleições, cerca de metade do PS e PSD), baralham as contas. Mas que à partida ficou tudo mais imprevisível, não haja dúvidas. Desenganem-se aqueles que acreditam em vencedores antecipados. Poderão ser surpreendidos. O MRTC trabalhará com afinco para que tal aconteça.
P.S.: O MRTC concluiu já a recolha de assinaturas para poder candidatar-se à Assembleia e Junta de Freguesia, estando a ultimar a lista de cidadãos independentes que se apresentarão ao eleitorado sob o lema “Conquistar a Junta, para exigir o Concelho”.
24 De Junho de 2009
José Zulmiro Barbosa
Começa mal...
Em 2005, embora em menor grau, tivemos que enfrentar de novo algumas situações de abuso de poder, tendo obrigado os autores a recuar nas suas intenções. Julgávamos que a lição teria sido aprendida e que tivesse havido avanços reais na cultura cívica dos detentores do poder. Enganámo-nos.
Mal começou a pré-campanha para as eleições de 2009 deparámo-nos com a retirada inexplicável e sem aviso de vários cartazes, alguns há anos em determinados locais. Independentemente do facto de estarmos ou não em pré-campanha eleitoral, tal facto é considerado atentado contra a liberdade de expressão a que os cidadãos têm direito, desde que os locais utilizados não sejam expressamente proibidos e não se trate de publicidade comercial, como era o caso.
Acontece que por todo o lado são colocados cartazes de índole comercial, inestéticos, gigantescos, sem qualquer critério, a que se juntam os mais diversos anúncios de eventos, por vezes a realizar noutras localidades. Uma verdadeira poluição visual, sem limites, que conspurca a freguesia, não se tende conhecimento de qualquer actuação tempestiva da Câmara Municipal. Face ao sucedido, contactamos o departamento jurídico da Comissão Nacional de Eleições, que nos confirmou a ilegalidade destas acções, pelo que iria diligenciar o apuramento de responsabilidades.
Teremos pela frente um longo período de campanha eleitoral para vários sufrágios, que só terminará em Outubro com as autárquicas. Lamentamos que alguns, sempre os mesmos, não saibam estar à altura das suas responsabilidades, sendo certo que não abdicaremos de expressar da forma que entendermos conveniente as nossas ideias, conforme é nosso direito. Por muito que isso os incomode, com parece ser o caso.
27 De Maio de 2009
José Zulmiro Barbosa
Candidaturas independentes
In "Vivacidade", Maio de 2009
Segundo recentes sondagens, o número de eleitores que em Portugal não se revê nos partidos políticos aproxima-se dos 80%. Os analistas políticos interpretam este factos como sendo um dos principais motivos da abstenção que se vem verificando em actos eleitorais e que se prevê que suba nos próximos. O que poderá pôr em sério risco o regime político se a abstenção atingir números muito acima dos 50%, sobretudo nas eleições legislativas. De facto, a suceder, poderia tirar-se a conclusão que os portugueses estão fartos deste regime e daí a poderem surgir situações de tentativa de derrube poderia ser mais rápido do que alguns pensam. Sobretudo em época de profunda crise económica, em que o desemprego poderá atingir números inimagináveis e em que a Europa, enredada em contradições e mergulhada na mesma situação, não poderá valer-nos tão rápida e eficazmente como noutras épocas.
A democracia não vive sem partidos políticos mas também não se esgota neles. Por isso algumas personalidades, como o ex-candidato presidencial Manuel Alegre, vêm preconizando que a regeneração do regime passa por aproximar-se dos anseios e preocupações dos cidadãos, e pela maior participação destes na política através, também, de candidaturas independentes. É certo que desde 2001 já é possível a candidatura de listas de cidadãos aos órgão autárquicos, embora dificultada ao máximo pela lei (feita pelos partidos...) que exige 4000 assinaturas de eleitores locais para, por exemplo, uma candidatura independente à Câmara de Gondomar e cerca de 800 para a Junta de Rio Tinto. Nos nossos parceiros da UE são bem mais facilitadas estas candidaturas, procurando-se fomentá-las e proporcionar aos cidadãos um maior leque de alternativas políticas. São inclusive permitidas candidaturas independentes para os Parlamentos Nacionais, o que em Portugal está vedado, sendo monopólio dos partidos.
O MRTC (Movimento Rio Tinto a Concelho), fundado em Maio de 1994, aproveitou a alteração legislativa de 2001, que facilitou as candidaturas independentes, tendo apoiado uma lista de independentes para a Junta de Freguesia de Rio Tinto, que se apresentou ao eleitorado em 2001 (a primeira e única até então em Gondomar) e em 2005. As propostas avançadas tentavam abarcar as preocupações mais imediatas do eleitorado, com destaque, naturalmente, para a ideia de força de restaurar o concelho de Rio Tinto. Dada a receptividade da população a esta candidatura independente, que mais que duplicou os votos de 2001 para 2005, tendo obtido mais de 14% dos votos (logo atrás do PS e PSD com cerca de 30% cada), o MRTC prepara de novo uma candidatura independente para 2009, pretendendo assumir-se como uma verdadeira alternativa ao monopólio partidário em Rio Tinto.
3 De Maio de 2009
José Zulmiro Barbosa